terça-feira, 10 de julho de 2018






Em visita ao Brasil, Malala Yousafzai, defende que a educação é o melhor investimento. Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil






"Alguns juízes passaram a atuar como cruzados em guerra contra aqueles que elegeram como inimigos". Ex-presidente Dilma Rousseff a respeito da polêmica jurídica do último final de semana envolvendo Luis Inácio Lula da Silva.






TRE MANDA RETIRAR OUTDOOR DE BOLSONARO EM SANTA ROSA

Por unanimidade o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul considerou ilegal outdoor instalado em Santa Rosa com propaganda do pré-candidato à presidência da república Jair Bolsonaro (PHS). Além de ser proibida a propaganda em outdoor a peça publicitária foi colocada antes do período permitido para propaganda eleitoral, que inicia em 15 de agosto. Levantamento realizado pela Procuradoria-Geral Eleitoral revelou que outdoor como esse de Santa Rosa foi replicado em 33 municípios, distribuídos em 13 estados brasileiros e vem se espalhando pelas cinco regiões do país. Até 24 de maio a Procuradoria-Geral Eleitoral do Rio Grande do Sul já havia instaurado mais de 20 expedientes sobre outdoor espalhados pelo Estado. (Jornal do Comércio) 

LUIS DATENA DESISTE DA CARREIRA POLÍTICA

Os telespectadores que assistem o programa “Brasil Urgente” na Band foram surpreendidos com a volta do apresentador Luiz Datena. Na semana passada ele anunciou que seria candidato ao Senado pelo DEM. Liderava todas as pesquisas e o partido chegou a pensar em Datena como um novo nome até para a presidência da república. Nesta segunda-feira todos estes planos foram colocados de lado. Ele chegou a ficar dois domingos sem apresentar o seu programa na Band como determina a Lei Eleitoral. Apresentador de TV, para ser candidato a qualquer cargo eletivo, precisava se afastar da sua atividade até o dia 6 de julho. Agora, o apresentador está fora da eleição de outubro. (Isto É)

PT PROMETE GRANDE FESTA DIA 15/8 NO REGISTRO DE LULA CANDIDATO À PRESIDÊNCIA

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), confirmou na tarde desta segunda-feira que Lula é candidato à presidência da república e que o PT vai fazer o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 15 de agosto, último dia para registro de chapa. A afirmação foi feita logo depois da reunião do conselho político do partido que aconteceu em São Paulo. Várias lideranças estiveram presentes no encontro, entre eles a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia, Jacques Wagner. Estes dois últimos cotados para substituir o ex-presidente caso ele não possa concorrer em outubro. O conselho do PT se reuniu um dia depois do vaivém jurídico em torno da prisão de Lula. A senadora Gleisi Hoffmann reiterou a candidatura de Lula e afirmou que o PT vai fazer uma grande denúncia internacional porque “estamos vivendo um rompimento da ordem democrática, um aprofundamento do gole e Lula é a grande vítima da situação (Jornal do Comércio)

BOLSONARO E CIRO

Um candidato da direita, o outro da esquerda. Um acusa o outro de propostas falsas, sem consistência. Mas, a noção que ambos tem de autoridade e os caminhos da governabilidade que apontam caso sejam eleitos, é o mesmo. Sem falar no pavio curto. Os dois dizem, e acreditam, que são os únicos capazes de tirar o país da profunda crise em que se encontra. Ainda que identifiquem culpados e remédios diferentes, o instrumento que apontam para resolver o problema é o mesmo: restauração da autoridade. Negociação com o Congresso? Nenhum dos dois vai negociar nos termos do presidencialismo de coalização de hoje. Ciro Gomes (PDT) fala em fazer reformas constitucionais por meio de plesbicito ou referendo. Quando vaiado por uma plateia de industrias em São Paulo ao dizer que vai revogar a reforma trabalhista simplesmente respondeu “assim que vai ser”. Jair Bolsonaro (PHS), diz que tem 100 deputados a favor de suas ideias e continua com sua cantilena belicosa e moralista. Na economia, Ciro diz que sabe tudo, Bolsonaro fala o contrário e que dará carta branca para seu ministro da fazenda. Assim Vera Magalhães analisa os candidatos que despontam pelas pontas esquerda e direita. (Estadão)

ELEIÇÃO CONTAMINADA POR EMBATES JURÍDICOS

O vaivém jurídico do domingo passado vai contaminar as eleições de outro. Especialistas consultados pelo Estado de São Paulo afirmam que a disputa jurídica que aconteceu no TRF4 sobre a soltura ou não de Lula vai se estender por todo o período eleitoral. Para o cientista político Vitor Oliveira, da agência Pulso Público, “a guerra de liminares” que aconteceu no último domingo reforçou a ideia de politização do Judiciário e de um incômodo em relação à isenção deste poder. “A desconfiança na Justiça pode produzir, na população, questionamentos em relação ao próprio processo eleitoral” ressalta o cientista político. O sociólogo Rogério Baptistini, do Mackenzie, chama o momento vivido pelo país de “a tempestade perfeita: o encontro de crises em todas as esferas de poder.” A advogada constitucionalista Vera Chemim considera que parte da incerteza jurídica está sendo provocada pelo próprio Superior Tribunal Federal (STF). A indefinição sobre Lula candidato ou não também provoca mais incertezas ao futuro político próximo do país. Para a especialista em direito eleitoral Karina Kufa, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), terá muito trabalho para lidar com a questão. O momento não é de tranquilidade (Estadão)

CENTRÃO COMEÇA A SE DIVIDIR NA ESCOLHA DO PRESIDENCIÁVEL

O grupo de cinco legendas que surgiu como todo poderoso da eleição como a dar sinais de que está rachando a apenas 15 dias do prazo para o início das convenções partidárias. Formado pelo DEM, PP, SD, PRB e PSC, o grupo musculatura. O PSC já não participa das reuniões e o PRB pode abandonar o grupo, nesta semana, depois de ouvir seus integrantes. Por outro lado, o esforço para atrair o PR e seus 45 segundos para o grupo não deu resultado e o partido está cada vez mais próximo de Jair Bolsonaro (PSL). O centrão surgiu em 2016 como um grupo informal e fisiológico comandado pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, hoje preso em Curitiba. Eram 15 partidos, (PP, PR, PSD, PRB, PSC, PTB, SD, PHS, PRÓS, PSL, PTN, PEN e PT do B). Foi fiador do impeachment de Dilma Rousseff e fez oposição à Rodrigo Maia (DEM-RJ) na primeira vez que Maia tentou ser presidente da Câmara. Hoje, menor, está sob o comando justamente de Rodrigo Maia (DEM), que migrou para o centro para fugir da polarização direita-esquerda. (UOL)  

DEPUTADOS PETISTAS COMEMORAM O RESULTADO DA AÇÃO NO TRF4

O deputado gaúcho Paulo Pimenta reconheceu que a ação impetrada no TRF4 no último fim de semana foi pensada com um único objetivo: desgastar a Justiça e dizer que Lula é um perseguido político. Um amigo de Pimenta o avisou de que o plantonista do último final de semana era Rogério Favreto, um ex- militante petista. Pimenta, então, procurou Wadih e Paulo Teixeira para decidirem que tipo de ação tomariam. Optaram pelo pedido de habeas corpus apesar de preverem uma derrota. No entanto, Paulo Pimenta considera uma vitória da ação quando o juiz Sérgio Moro, em férias em Portugal, pediu a intervenção de Gibran Neto para impedir a liberação de Lula. Agora, o PT vai ingressar no Conselho Nacional de Justiça com um pedido de afastamento de Sérgio Moro de todos os processos em que Lula está envolvido na Lava Jato de Curitiba. (Diário do Poder)

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