quinta-feira, 26 de julho de 2018






Apesar da crise generalizada ainda estamos no Bric. Cesar Itiberê/PR








"Acho que Deus está me ajudando". Ciro Gomes sobre seu afastamento do Centrão.





Rio Grande do Sul

PDT REALIZA CONVENÇÃO ESTADUAL NESTA QUINTA-FEIRA

Agendada para às 14h de hoje, na Assembleia Legislativa, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) realiza convenção para a escolha de seus candidatos ao governo do estado, vice, senadores, deputados federais e estaduais. Para o governo estadual o candidato do PDT será Jairo Jorge, ex-prefeito de Canoas por dois mandatos seguidos. O vice será o empresário Claudio Bier (PV). O partido ainda não escolheu os candidatos ao senado. Na convenção, o partido que tem Pompeo de Mattos como presidente estadual, vai definir sobre as coligações e definir os números dos candidatos. (PDT) 

GOVERNOS DO RS E DE MG PODEM DEIXAR UMA “BOMBA FISCAL” DE R$ 13 BILHÕES A SUCESSORES

Os dois estados não aderiram ao Regime de Recuperação Fiscal e, amparados por liminares, os dois Estados deixaram de pagar à União uma dívida que alcança R$ 13 bilhões. A bomba fiscal é de R$ 6,65 bilhões dos gaúchos e de R$ 6,3 bilhões dos mineiros, segundo dados oficiais do Tesouro Nacional. E a situação fica mais delicada porque os governos dos dois estados, (José Ivo Sartori -MDB) no Rio Grande do Sul e (Fernando Pimentel – PT) em Minas Gerais. Os dois estados pagam salários dos servidores públicos com atraso e parcelados. Aqui no Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori busca um pré-acordo com o Governo Federal para ter mais segurança com o não pagamento das parcelas da dívida. Já em Minas Gerais, o governador Pimentel é contra o Regime de Recuperação Fiscal. O Ministério da Fazenda busca cassar as liminares e, neste caso, bloquear verbas federais aos dois estados. Os dois governadores tentam a reeleição em outubro (Correio do Povo).  

CACIQUE KAINGANG DISPUTARÁ CADEIRA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA PELO PSOL

O cacique da tribo Kaingang Luís Salvador, mais conhecido como Cacique Saci, 48 anos, foi confirmado como candidato, pelo PSOL, à assembleia legislativa do Rio Grande do Sul. Seu nome foi confirmado na convenção estadual do partido, realizada no último domingo, em Porto Alegre. O Cacique Saci é a principal liderança da reserva indígena localizada na região de Irai e Planalto, zona norte do Estado, onde vivem 65 famílias da tribo. Em todo o território gaúcho são cerca de 36 mil índios kaingangs, a segunda maior população indígena do sul do país. “Necessitamos de representatividade também na política, e tenho muito orgulho de ter sido escolhido pelo meu povo para ser o porta-voz de suas demandas como candidato”, afirmou o cacique. (Sul 21)

GERMANO RIGOTTO NÃO CONCORRE AO SENADO, MAS DIZ QUE NÃO ESTÁ FORA DA POLÍTICA

O ex-governador Germano Rigotto (MDB), desistiu de concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de outubro. Com esta decisão o ex-governador deixa em aberto uma das vagas da coligação que terá José Ivo Sartori (MDB), candidato à reeleição ao Palácio Piratini. A outra vaga será disputada por Beto Albuquerque (PSB). Rigotto disse que a decisão de não concorrer “é definitiva”. O ex-governador descarta a possibilidade de disputar uma cadeira na Câmara Federal, mas se diz pronto caso seja convocada uma Constituinte Revisora Exclusiva. Em entrevista ao Jornal do Comércio, Rigotto disse que eleito senador “seria o encerramento de uma carreira política”. Ao mesmo tempo, o ex-governador deixa aberta a possibilidade de continuar na política (Jornal do Comércio)   

DEPUTADOS FEDERAIS, OS PREFERIDOS PELOS PARTIDOS NA DIVISÃO DOS FUNDOS PARTIDÁRIO E ELEITORAL

A eleição de 7 de outubro tem um grande objetivo para os partidos: uma bancada federal que supere a cláusula de barreira. Para chegar lá os candidatos à deputado federal e aqueles que já tem mandato estão na preferência dos grandes partidos na divisão do fundo partidário e eleitoral. Uma briga interna, em todos os partidos, agita os bastidores. Os candidatos a assembleia legislativa estão revoltados com a “divisão do bolo”. No entanto, a decisão dos partidos de dar prioridade aos deputados federais obedece ao pragmatismo. Os partidos querem, no mínimo, manter a configuração que tem hoje, sem risco de perda de dinheiro e de tempo de exposição gratuita na mídia. Ao estabelecer as regras para a eleição o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contudo, não definiu como seria a distribuição da verba dentro de cada partido. Assim, a direção nacional de cada sigla tem o poder de decidir a quem dar o dinheiro. O MDB, por exemplo que tem a maior fatia do fundo, destinou R$ 1,5 milhão para cada deputado federal que busca a reeleição e nada para quem tenta ser deputado estadual que terão que fazer campanha com recursos próprios. “Estamos irritados. Vai ser muito difícil fazer campanha assim”, desabafa o deputado Álvaro Boessio. (Gaúcha ZH) 

Brasil

“BLOCÃO ANUNCIA HOJE APOIO À GERALDO ALCKMIN
O “blocão” ou “centrão”, grupo mais disputado durante a pré-campanha pelo tempo de TV que vai dispor, anunciará hoje apoio à Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à presidência da república. O grupo é formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade e tem direito a 14 minutos e 47 segundos de TV por dia durante a campanha eleitoral, segundo estimativa do banco PRG Pactual, que calcularam o tempo de cada partido na propaganda eleitoral. Depois de duas semanas de negociações, integrantes do “centrão” jantaram, nesta quarta-feira, na casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI), para discutir a aliança. Alckmin também recebeu o apoio da executiva do PTB, que terá que ser confirmado na convenção do partido. Segundo Gerson Camarotti, Josué Gomes (PR) desistiu definitivamente de ser vice na chapa do ex-governador de São Paulo. (G1) 

PDT QUER UNIR CIRO E MARINA

Ciro Gomes, presidenciável do PDT e Marina Silva, pré-candidata ao Palácio do Planalto pelo Rede, conversam sobre uma possível aliança. A revelação é de Mônica Bergamo na Folha de São Paulo. Em alguns setores do PDT as conversas geram a expectativa de uma chapa única. No entanto, Cid Gomes, irmão de Ciro e coordenador da campanha do ex-governador do Ceará, acha muito difícil que esta aliança aconteça. Nem Ciro e nem Marina fizeram alianças quando faltam 10 dias para o encerramento das convenções partidárias. Até o dia 5 de agosto os partidos precisam escolher seus candidatos. (Mônica Bergamo- Folha de S. Paulo)

PLANO ECONÔMICO DO PT PREVÊ REVSERSÃO DE MEDIDAS DE TEMER

O plano econômico da pré-candidatura de Lula à presidência da república passa pela reversão de medidas recentes, como a adoção do teto de gastos e a reforma trabalhista, com redução da volatilidade do câmbio, incentivo ao crédito e ao emprego em setores como a construção civil. Os detalhes foram apresentados pelo assessor econômico do PT, Guilherme Mello. “Temos de dar emprego, gerar renda e crédito. Assim, a roda da economia volta girar. O plano de Lula é o contrário do que tem feito o governo de Michel Temer”. E o PT tem um plano emergencial para a retomada do crescimento que é dar emprego na construção civil. O economista petista afirmou que “há pelo menos 7.400 grandes obras paradas no Brasil. Basta o Estado retomar as obras, ao retomar o papel de investir em infraestrutura, e conseguiremos uma série de empregos, milhões de empregos para girar o circuito da renda”. (Estadão)  

PSB ADIA REUNIÃO QUE TRATARIA DE ALIANÇAS

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, decidiu adiar a reunião do Diretório Nacional do partido que discutiria as alianças para a corrida presidencial. Dividida entre apoiar o PT, o PDT ou optar pela neutralidade, a sigla quer mais tempo para tomar a decisão. Uma ala importante do PSB tenta se aliar a Ciro Gomes, candidato do PDT. Em campanha pela reeleição em São Paulo, o governador Márcio França quer a neutralidade do partido, enquanto o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, quer caminhar com o PT. Contrário à independência, Carlos Siqueira tem dito a aliados que não é hora de “omissões” e que o PSB precisa “definir um lado”. A reunião do diretório estava marcada para o dia 30 e, agora, deve ficar para mais próxima da data da convenção, agendada para o dia 5 de agosto (Estadão)   

ENTREVISTA POLÊMICA DE CIRO FOI PARA TV DE ALIADO

A polêmica entrevista em que Ciro Gomes (PDT) promete pôr a Justiça na “caixinha” e sugere que, se eleito, pode soltar Lula foi dada para a TV Difusora, do Maranhão, emissora controlada por um colega de partido, Weverton Rocha (PDT-MA). A emissora que retransmite a programação do SBT no Maranhão, oficialmente, está em nome de Lobão Filho, primeiro suplente de senador do pai, Edison Lobão. A repercussão da entrevista irritou Ciro Gomes, presidenciável do PDT. Ciro ameaçou abandonar a candidatura e só se acalmou com a intervenção do irmão, Cid Gomes. João Otávio Noronha, que assumirá a presidência do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), no final de agosto, disse que “qualquer pessoa que cumpra pena no Brasil é um preso do Estado e não de governo” (Estadão/ Lauro Jardim, O Globo)

NA PRÓXIMA SEMANA BOLSONARO VAI SABER SE JANAINA PASCHOAL SERÁ SUA VICE

O pré-candidato à presidência da república, Jair Bolsonaro (PSL), tem reunião com a advogada Janaina Paschoal na próxima segunda-feira. Neste encontro, Janaina vai dizer se será candidata à vice na chapa de Bolsonaro ou será candidata a deputada estadual por São Paulo. Bolsonaro revelou que tem esperança de que Janaina aceite ser sua vice. No entanto, o deputado federal revelou que Janaina está dúvida sobre sua rotina se tiver que ir para Brasília porque “ela é casada, tem filhos.” Jair Bolsonaro também disse que tem algumas divergências com Janaina, “mas que tudo se reolve conversando” (Poder 360) 

FILHA DO CANTOR WANDO SERÁ CANDIDATA AO SENADO PELO RIO

A produtora cultural Gabrielle Bucci, filha do falecido cantor Wando, será candidata ao Senado pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB). A informação é do colunista Ancelmo Gois, jornal O Globo.

   





“O Estado tem de se dedicar às tarefas básicas – educação, saúde, segurança”



Eduardo Leite, pré-candidato do PSDB ao Governo do Estado.  Divulgação

No dia 11 de novembro de 2017, o PSDB gaúcho reuniu-se em convenção no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, tendo definido como pré-candidato ao governo do RS o ex-prefeito de Pelotas Eduardo Leite, também eleito presidente do partido. Aos 32 anos, o advogado apresenta uma sólida biografia política: aos 16 anos tirou o título eleitoral e se filiou ao PSDB, em 2004, conquistou a vaga de suplente na Câmara de Vereadores, em 2005, assumiu a secretaria municipal da Cidadania de sua cidade. Passados três anos, elegeu-se vereador. Em 2012, aos 27 anos, assumiu o Executivo municipal como o mais jovem prefeito da cidade. Para o Palácio Piratini obteve, na segunda-feira, 23, o apoio do PRB, que passa a integrar a coligação formada pelos tucanos, PTB, PPS e PHS.

Leite defende que o Estado se dedique às tarefas básicas para transformar a vida das pessoas e deixe o resto para a sociedade. Promete dar início a seus projetos para que o Estado retome papel de importância no cenário nacional já no primeiro ano de governo. Segundo ele, os 360 dias iniciais não podem “servir como estágio para aprender-se a ser governo”. “O governante tem de chegar ao Piratini sabendo o que vai fazer”, afirma. Já na convenção, havia dito que sabe muito bem “o que é governar na dificuldade, sem ter dinheiro, com a demanda batendo todo dia na porta e a gente não tendo capacidade para atender todas as necessidades”. Ressaltou: “Sei bem o que é enfrentar esses problemas e entregar resultados”. No entanto, acredita que a crise enfrentada pelo RS não será superada somente com o esforço do governo. “Temos de estabelecer parcerias público-privadas para retomar o desenvolvimento e definir o tamanho do Estado que realmente precisamos.”

– Por que os gaúchos devem votar no senhor e não em seus adversários?

– Não sou candidato de mim mesmo. Represento o projeto de muitas pessoas, um projeto de concepção moderna de Estado, de uma política que faça a diferença no dia a dia de quem mais precisa e que não atrapalhe, ao contrário, que estimule quem queira empreender, progredir, ter iniciativa, investir na nossa terra. Esse projeto, que tem base em uma análise estrutural do RS e em propostas levadas a efeito pelo Movimento Rumos, polipartidário e aberto à sociedade civil, aponta saídas viáveis para recompor economicamente o Rio Grande do Sul, para retomar o desenvolvimento e o nosso lugar de direito entre os estados brasileiros, espaço que nesse momento perdemos. Iremos aplicar esse plano imediatamente, pois o Estado não tem mais tempo a perder e o primeiro ano de governo não pode servir como estágio para aprender-se a ser governo. O governante tem de chegar ao Piratini sabendo o que vai fazer. Sabemos o que temos de fazer e é isso que deixaremos claro para a sociedade, para o eleitor, durante a campanha eleitoral.

– O que o senhor fará para conquistar o voto dos eleitores desiludidos com a política e os políticos, que segundo as pesquisas chegam a 30%?

– A sociedade sem a política é uma realidade impossível, uma ficção. É ela, a política, que tem o poder transformador na vida das pessoas. Foi por isso que decidi entrar na política, embora todo o descrédito que ela esteja sofrendo hoje em dia. Eu escolhi trabalhar em governo porque isso dá escala, toca na vida de muita gente, para melhor quando feito de forma correta. Para mim, política é isso, uma missão. Mas vejo muita gente boa, de talento, que poderia dar contribuições excelentes à sociedade se afastando da política por conta desse descrédito. Eu acho que precisamos reverter essa tendência. Porque na política, não existe espaço vazio. Se as pessoas de bem não ocupam o seu lugar, alguém ocupará. Com o voto é a mesma coisa. Não votar ajuda somente os maus políticos, é uma chance desperdiçada de fazer a diferença, de melhorar a sociedade. Espero contribuir durante a campanha para o esclarecimento do eleitor sobre a importância da política, a importância do seu voto e da escolha de um candidato que possa ser realmente um agente de transformação.

– A crise de finanças do estado tem solução? Qual?

– Tem. Primeiro, precisamos parar de gastar mais do que arrecadamos. Depois, precisamos de um grande esforço comum, da ajuda de todos, da iniciativa dos gaúchos, que são empreendedores por natureza e a quem temos de estimular essa grande qualidade. Pois somente com o esforço do governo, não superaremos a crise. Temos de estabelecer parcerias público-privadas para retomar o desenvolvimento e definir o tamanho do Estado que realmente precisamos. Não é da natureza dele, por exemplo, ter uma empresa que cuide de rodovias. É desnecessário, caro e fora da sua competência. A iniciativa privada sabe fazer melhor e isso custa menos à sociedade. Um Estado presente ativamente em toda a malha social não entrega nenhum serviço direito. O Estado paquidérmico, como o que temos hoje, é um mau provedor. Precisamos estreitar o foco, o Estado tem de se dedicar às tarefas básicas, educação, saúde, segurança, e aí sim demandar o melhor do seu esforço para entregar um serviço de excelência, que possa fazer a diferença para melhor e ajudar a transformar a vida das pessoas. E, em vez de intervir na área privada ou competir com ela, exercer seu papel regulador para promover a igualdade de competição. O resto pode deixar para a sociedade gaúcha que ela saberá o que fazer.

– Se eleito, qual será o seu primeiro ato após a posse, em 1º de janeiro?

– Vou atravessar a Rua Duque de Caxias e me encontrar com os parlamentares da nova legislatura na Assembleia Legislativa, mostrar a situação real do Estado e propor o que precisamos fazer para estabelecer um esforço comum que coloque novamente o Rio Grande do Sul nos eixos. Em seguida, vou procurar com os mesmos objetivos o Judiciário, os órgãos de controle, o Ministério Público, o Tribunal de Contas. Precisamos estabelecer uma massa de arranjo institucional das prioridades do Estado para puxarmos na mesma direção, da superação das dificuldades. O Estado precisa da ajuda de todos os gaúchos.

Próxima entrevista: amanhã, as respostas serão da pré-candidata do PCdoB, Abgail Pereira


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